Visita técnica da Prefeitura em clínica-escola de autistas estuda criação de unidade semelhante em Vilhena

Quinta-feira, 25 de novembro de 2021

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Modelo servirá de exemplo para projeto vilhenense atendendo a pedidos de mães e pais de crianças autistas


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O exemplo da Clínica-Escola do Autista, de Santos, em São Paulo, está sendo verificado in loco nesta semana por comitiva organizada pela Prefeitura de Vilhena. O objetivo é conhecer em detalhes o funcionamento da estrutura e executar projeto semelhante no município em atendimento aos pedidos e necessidades das mães e pais de crianças autistas vilhenenses.

Estão na visita técnica o prefeito Eduardo Japonês, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Samir Ali, a presidente da Associação de Pais e Amigos do Autista de Vilhena (Amavi), Karina Andrade, a secretária municipal de Educação, Amanda Areval, e o arquiteto da Prefeitura de Vilhena, Jader Volpi.

“Nos sensibilizamos com as crianças autistas e suas famílias. Por isso buscamos ao longo desta gestão implementar melhorias, mas, de fato, um centro como este é algo que seria realmente um diferencial para elas. Viemos conhecer de perto e analisar os detalhes para adaptarmos o conceito em um projeto para Vilhena, a ser construído com quem mais sabe do tema, que são as mães e pais dos nossos ‘vilheninhos’ do espectro autista’, assegura o prefeito Eduardo Japonês.

Idealizada pelo Grupo Acolhe Autismo, em parceria com o Club Design e Prefeitura de Santos, a clínica-escola tem 500 m² de área e recebeu R$ 1,6 milhão em investimentos. A organização social USC Saúde faz a gestão compartilhada da unidade com valor mensal de R$ 344 mil.

O prédio tem acessibilidade, com térreo e mais um pavimento, incluindo elevador, corredores e portas adaptados As paredes têm cores com baixo estímulo, evitando impacto visual e oferecendo mais conforto aos pacientes.

A comitiva foi guiada pelos coordenadores da unidade, João Barros, psicólogo e analista do comportamento, Tamires Figueiredo, psicóloga, e Alessandra de Zutter, coordenadora de unidades especializadas de Santos e representante da Secretaria de Saúde.

São 12 salas de atendimento, mais duas de integração sensorial, uma de intervenção precoce e dois espaços diferenciados: uma sala de estimulação sensorial e outra com atividades de vida diária, também chamada de casa autônoma modelo (com banheiro, cozinha, sala e quarto).

A clínica tem ainda horta, pátio coberto, quadra esportiva, brinquedoteca e sala de brinquedos, consultório odontológico, elevador, copa, lavatórios/filtro, salas de reunião e de manutenção e limpeza, área de resíduos e depósito, salas de atendimento, entre outros espaços de recepção e administrativo.

Atualmente, 120 pessoas são atendidas no local, adultos e crianças. Os pacientes são encaminhados pelos postos de saúde. Os atendimentos acontecem com terapeuta ocupacional, musicista, educador físico, neuropediatra, nutricionista, psicopedagoga, psicólogo, psiquiatra, dentista e assistentes sociais em um total de 30 profissionais capacitados disponíveis.

 

Semcom

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