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Campanha conscientiza sobre violência contra a mulher em Vilhena: CAM atende mais de 100 casos por mês

Quarta-feira, 27 de novembro de 2019

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Prefeitura revela que Abrigo da Mulher deve abrir em dezembro, após mais de três anos de portas fechadas


O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) faz durante esta semana campanha divulgação das informações importantes sobre o combate à violência doméstica, em alusão ao dia 25 de novembro, Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra a Mulher. A psicóloga e coordenadora do Centro de Atendimento à Mulher (CAM), Letícia Santi, revela inclusive, que o Abrigo da Mulher deve ser aberto em breve, ainda este ano, para servir de local de acolhimento às vítimas de violência.

“Há vários tipos de violência e as mulheres precisam saber o que a lei assegura a elas. Atendemos mensalmente no CAM entre 30 e 40 mulheres e mais 80 ou 90 crianças. Mas sabemos que o número de casos é muito maior na cidade, mas muitas vítimas não procuram a rede de ajuda, infelizmente”, conta Letícia.

Os cinco tipos de violência contra a mulher, definidos na lei Maria da Penha, estão listados no link: www.bit.ly/5violencias. O CAM é considerado a porta de entrada das vítimas que se enquadram na lei, visto qualquer pessoa que esteja sofrendo violência pode procurar o órgão, localizado na avenida 34, n° 6405, bairro Alto Alegre.

DEPENDÊNCIA EMOCIONAL - Um dos principais desafios a serem vencidos pelas mulheres vítimas de violência é, segundo Letícia, a dependência emocional de seus maridos agressores. “Apesar de agredidas, elas continuam com o relacionamento ou acabam se relacionando com outro cônjuge agressor no futuro. Quebrar o ciclo é fundamental pois a dependência financeira é um problema menor do que se imagina. Geralmente essa situação viciosa de agressão é acompanhada de alguma desordem psíquica na mulher, como depressão e síndrome do pânico. Assim, essa mulher fragilizada não tem determinação de encarar o problema e fugir do agressor, se expondo novamente ao perigo”, revela.

No CAM são recebidas mulheres e crianças de todas as classes, desde analfabetas até pós-graduadas. Em todos os casos a situação é parecida: o vínculo emocional fala mais alto em muitos casos. Nesse sentido, Letícia lembra que a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar está muito atuante e dando resultados positivos por melhorar a conscientização e a confiança da mulher na rede de acolhimento.

PROJETOS PARA OS HOMENS - A fim de tratar o mal na raiz, ou seja, no agressor, o CMDM prevê a implantação na cidade de dois projetos que vão conscientizar o público masculino a partir do primeiro semestre de 2020. “Estamos nos inspirando nas atividades da ong Filhas do Boto Nunca Mais, de Porto Velho, que oferece oficinas de habilidades sociais, e no projeto “Lá Em Casa Quem Manda é o Respeito”, da Defensoria Pública de Cuiabá (MT)”, conta a psicóloga.

Atualmente há na cidade apenas uma ação voltada para homens nesse contexto: uma oficina periódica no Fórum destinada a homens que estão com medida protetiva decretada, que objetiva conscientizá-los a deixar a vida violenta. O intuito dos dois projetos do Conselho é aumentar a intensidade e continuidade dos atendimentos para o homem agressor para não tratar apenas o “sintoma”, mas a origem do problema.

ABRIGO REATIVADO - Após 3 anos desativado, o CAM trabalha para reativar, ainda em dezembro de 2019, o Abrigo da Mulher. Assegurado por lei, o local é um ambiente que garante lar temporário seguro e sigiloso às mulheres e seus familiares vítimas de violência. Será o único do interior de Rondônia. Através de uma equipe composta por assistente social, psicóloga e monitora, o espaço é um verdadeiro refúgio para as mulheres agredidas.

“Estava sem energia, então reativamos a luz, e através de doações conseguimos máquina de lavar roupas, colchões, panelas, ventiladores e vamos ganhar também camas. A Prefeitura fez a limpeza, trocou vidros, arrumou as portas e a Casa da Gestante vai fornecer para nós as roupas de cama. Será uma iniciativa ótima que vai ajudar muitas mulheres de Vilhena”, completa Letícia.

 

Semcom

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